| vou falar da Paraíba das coisa que tem aqui do sertão ao litoral do brejo ao cariri terra de fertilidade fico doido de saudades quando ouço falar em ti Coremas tem muita água terra que me viu nascer Campina grande é grande nunca para de crescer onde muitos sertanejos realizaram os desejos de estudar para vencer Terra de bonita praias onde o sol nasce primeiro o ponto mais oriental no nordeste brasileiro onde as praias são mais belas enfeitadas pelas velas do nosso herói jangadeiro O sisal e o abacaxi de lá se faz exportação o ouro branco floresce no capucho do algodão tem açúcar em quantidade pra atender mais da metade do consumo da nação No sertão tem vaqueijada que é a festa do vaqueiro em Campina todo ano é ponto de forrozeiro pra fazer animação e dançar o maior são João do nordeste brasileiro | Quem visita a Paraíba juro que não esquece mais tem a capital mais verde entre todas capitais seu passado conservado seu presente adiantado nos termos nacionais A cultura está presente do sertão ao litoral poetas e violeiros que não baixa a sua moral cantores e compositores artesões e escritores completam o quadro geral Escolas e faculdades as melhores do nordeste oferecendo os cursos formando os cabras da peste pra trabalhar pelo mundo sem esquecer um segundo o lugar de onde vieste Não sei porque vim embora será obra do destino será que não cabe mais um lá não é tão pequenino mais mesmo vivendo ausente carrego sempre na mente orgulho de ser nordestino |
Paraíba pequenina
Vou envelhecer fazendo o que fiz na mocidade
tomar banho de cacimbão
toda manhã eu fazia
tudo era alegria
não pensava na idade
hoje só resta a saudade
e o tempo tá correndo
vou envelhecer fazendo
o que fiz na mocidade
Do meu tempo de rapaz
não é muito diferente
estou muito consciente
do que fiz há tempo atraz
o que faço ninguém faz
pois não sinto essa idade
não invejo a mocidade
que do pesado está correndo
vou envelhecer fazendo
o que fiz na mocidade
Acordo de manhã cedo
vou direto pro roçado
pois no cabo do arado
corto terra sem ter medo
todo dia o mesmo enredo
pra mim é felicidade
não reclamo da idade
de noite não tô gemendo
vou envelhecer fazendo
o que fiz na mocidade
Galope a beira do fim
Eu queria viver a alegria
desses tempos que passam num segundo
velejar sobre o mares desse mundo
sem passar pelas ilhas da agonia
sassiar os desejos de Maria
purificar toda água desse mar
deixar uma semente em meu lugar
pra progredir e fazer um novo tempo
sem rascunho e sem cópias dos invento
que os homens da terra querem usar
Quem me dera se eu fosse um soberano
Pra prender e castigar os maus feitores
que se passam nesta vida por doutores
e comete o mesmo erro a cada ano
no avanço da ciência um engano
onde o homem passa anos a pesquisar
a maneira mais fácil de acabar
com essa grande maravilha natureza
procurando sua morte ou sua defeza
nos princípios de uma guerra nuclear
Veja bem como e linda a natureza
mas o homem é seu maior inimigo
se alimenta, respira e faz abrigo
e desfruta de sua grande riqueza
em troca de sua maior beleza
lhe desmata, toca fogo e vai embora
destruindo aos pouquinho a fauna e a flora
como se fosse ele quem a criou
desafiando as leis do criador
e pensa que niguém o ignora
Qualquer dia me sinto satisfeito
quando o homem conseguir se acabar
sei que vamos todos juntos pelo ar
numa nuvem compacta sem defeito
transformados em partículas por efeito
de um débil mental sem conciência
em querer dominar toda ciência
existentes pela lei da natureza
sabendo que no meio dessa grandeza
somos todos iguais por procedência
desses tempos que passam num segundo
velejar sobre o mares desse mundo
sem passar pelas ilhas da agonia
sassiar os desejos de Maria
purificar toda água desse mar
deixar uma semente em meu lugar
pra progredir e fazer um novo tempo
sem rascunho e sem cópias dos invento
que os homens da terra querem usar
Quem me dera se eu fosse um soberano
Pra prender e castigar os maus feitores
que se passam nesta vida por doutores
e comete o mesmo erro a cada ano
no avanço da ciência um engano
onde o homem passa anos a pesquisar
a maneira mais fácil de acabar
com essa grande maravilha natureza
procurando sua morte ou sua defeza
nos princípios de uma guerra nuclear
Veja bem como e linda a natureza
mas o homem é seu maior inimigo
se alimenta, respira e faz abrigo
e desfruta de sua grande riqueza
em troca de sua maior beleza
lhe desmata, toca fogo e vai embora
destruindo aos pouquinho a fauna e a flora
como se fosse ele quem a criou
desafiando as leis do criador
e pensa que niguém o ignora
Qualquer dia me sinto satisfeito
quando o homem conseguir se acabar
sei que vamos todos juntos pelo ar
numa nuvem compacta sem defeito
transformados em partículas por efeito
de um débil mental sem conciência
em querer dominar toda ciência
existentes pela lei da natureza
sabendo que no meio dessa grandeza
somos todos iguais por procedência
São Miguel Paulista
| São Paulo abriga o estrangeiro São Miguel o nordestino eu também sou imigrante por força do meu destino é difícil comparar São Miguel com o meu lugar pois São Miguel é divino Un pedaço do nordeste assim posso avaliar quem chega não quer sair quem sai pensa em voltar quem ficou não foi embora quem saiu pouco demora e em São Miguel vem morar | Bairro de miscigenação todo credo e tada raça acessível por várias vias que se encontram na praça grande centro comercial tem o seu próprio jornal que se distribui de graça Encotrei a nordestina que eu sempre procurava na Pires encontrei o rio que no meu sonho eu nadava na serra dourada encontrei o ouro que procurei pra enfeitar quem amava |
Sítio Catolé - Onde nasci
Uma casa sem varanda
Pequena porém singela
Um curral cheio de gado
Um cavalo bom de cela
Nove irmãos para brincar
Açude bom pra pescar
Riacho pra tomar banho
Duas mangueiras frondosas
Seis ovelhas mimosas
E um jumento castanho
Um pé de goiaba vermelha
Dois pés de açafrão
Um pé de graviola
Pertinho do cacimbão
Vários pés de oiticica
Onde em sua sombra fica
Seus frutos pra ser colhidos
Uns vintes pés de bananas
Umas torceiras de canas
E um cachorro escondido
Um baixio bom de arroz
Milho, fava e feijão
Bastante pasto pro gado
Terreno bom pra algodão
Que em um ano de envernada
Meu pai colhia carrada
Da semente que plantou
O velho nunca foi mole
Sozinho criou a prole
Só Deus do céu lhe ajudou
Onze filhos ali nasceram
Porém um não teve sorte
Mesmo antes de nascer
Deus lhe mandou a morte
Os outros quando crescia
Deixavam a terra macia
E na cidade iam morar
Quando o último se ausentou
O meu pai se aposentou
E também deixou o lugar
Mas hoje todos estão vivos
Meus pais e os outros irmãos
Multiplicando a semente
Plantada lá no sertão
Raimundo e Dulcelina
São duas jóias tão fina
Que Deus uniu em um par
Felicidades a eles
E também os filhos deles
Aonde se encontrar
Foi nesse pedaço de chão
Que quando chove é uma delícia
Ali nasceu Severino
Francisquinha e Letícia
Clezuite e delminha
Nini, Teca e Corrinha
Eu, o penúltimo a vir ao mundo
Alcântara o derradeiro
Completando o ciclo primeiro
Da família do Raimundo
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